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    Self-skills essenciais para quem quer mudar de vida

    Self-skills

     

    Já ouviste falar em self-skills? Sabes o que são? Eu encaro as self-skills como competências que temos de ensinar a nós próprios e que temos de aprender por nós próprios.

    Quando iniciamos uma mudança de vida em direção a uma vida mais alinhada e à nossa maneira, estas self-skills têm um papel muito importante, pois vão ajudar-nos nesse percurso. E se algumas destas skills são muito óbvias, outras nem tanto.

     

    Vê também o vídeo:

     

     

    1 – Self-love e Self-care

    Esta é uma competência fundamental. No início de um projeto próprio, a nossa tendência é para passarmos o tempo todo a trabalhar, mais ainda se formos muito disciplinados. Pensamos que o nosso projeto é mais importante do que a nossa saúde e o nosso bem-estar, mas, a médio-longo prazo, este é um comportamento perigoso e arriscado. Ao colocarmos o nosso projeto acima do nosso próprio bem-estar estamos em risco de burnout ou até mesmo de nos saturarmos daquilo que estamos a fazer e que começámos porque, afinal, era a nossa paixão.

    Dar atenção ao self-love e ao self-care é então muito importante. Como podemos colocar em prática o self-love? Passa, sobretudo, por treinarmos o nosso amor próprio, independentemente da forma como o fazemos. Na minha opinião, o amor próprio é também uma mudança de mindset, com a substituição dos pensamentos de autocrítica por pensamentos de gentileza para connosco.

    Os hábitos de self-care, muito pessoais e específicos de cada um, também são essenciais. Tu sabes melhor do que ninguém o que te faz sentir bem contigo e o que podes fazer, todos os dias, para promoveres esse bem-estar.

    Não te esqueças de que saber parar é muito importante. Avalia o risco de overworking que estás a correr, mesmo que tenhas o tempo todo por tua conta, sem outras responsabilidades. Sabermos estabelecer um limite, e cumpri-lo, é fundamental. Se ainda não estabeleceste esse limite, fá-lo o quanto antes, por ti e pela tua saúde.

     

    2 – Auto-motivação

    Já expliquei a diferença entre motivação e disciplina e como a disciplina é necessária para quando a motivação se esgota. Mas quanto mais auto-motivação conseguirmos gerar, mais fácil se torna sermos disciplinados. Termos a capacidade de gerar motivação em nós próprios é, por isso, também muito importante. Mais cedo ou mais tarde, vamos sentir-nos desmotivados e vamos questionar-nos se o nosso esforço vale realmente a pena. Nestes momentos, colocarmos em prática estratégias, como estas de que já vos falei, para nos auto-motivarmos pode fazer toda a diferença.

     

    3 – Mindset

    É essencial focarmo-nos no que está certo e não no que corre menos bem. Quando estamos num processo de mudança de vida ou a iniciar um projeto ou qualquer outra coisa nova na nossa vida, é frequente haver coisas que não estão bem. Mas podemos procurar o equilíbrio, não ignorando aquilo que ainda não está tão bem quanto gostaríamos, mas, simultaneamente, colocando o nosso foco naquilo que já está bem, naquilo que está certo.

    Neste ponto, há duas áreas de foco que competem: aquilo que nós queremos, por um lado, e o medo, por outro. Muitas vezes, vivemos focados no medo, mas temos de mudar esse foco para aquilo que queremos. O medo existe, é um facto e não há problema que assim seja, mas não precisamos de lhe dar muita atenção. A nossa atenção e o nosso esforço devem direcionar-se para aquilo que queremos atingir e acreditarmos que vamos conseguir chegar onde queremos ajuda muito nesse processo.

    Tudo isto, dependendo do contexto, pode estar relacionado com a Lei da Atração, mas este é um tema a que poderei voltar noutra ocasião, se tiveres interesse.

     

    4 – Não-comparação

    Quando nos comparamos com outros, esquecemo-nos de que só temos acesso a uma parte da jornada das outras pessoas, à parte que está visível. Compararmos todo o nosso percurso, todas as nossas dificuldades e conquistas, àquilo que a outra pessoa mostra e que, obviamente, é apenas uma pequena parte da sua realidade, não é uma atitude que possa promover o nosso crescimento. Pelo contrário, acabará por gerar frustração, desmotivação e desânimo.

    Lembra-te de que o nível de conhecimento que temos em relação à nossa realidade é completamente diferente do nível de conhecimento que temos em relação à realidade dos outros. Não são dimensões comparáveis.

    Sugiro-te que, sempre que deres por ti a fazer este tipo de comparações, traves esses pensamentos. Eles não te vão levar mais longe, nem te vão permitir evoluir. Claro que podemos olhar para os outros e para o que eles fazem, inspirarmo-nos no seu exemplo, e até encará-los como uma fonte de motivação, mas nunca de comparação.

     

    5 – Rituais

    Este é o último ponto de que que te quero falar, pois os rituais, mesmo que inconscientemente, assumem um papel muito importante no nosso dia a dia. Os rituais existem desde sempre e ainda que nós, no mundo moderno, os evitemos, a verdade é que os rituais estão por todo o lado, nomeadamente nos relacionamentos que temos uns com os outros. Pensa nos teus relacionamentos mais próximos e estou certa de que encontrarás um ou outro ritual que manténs com alguém, seja na forma de cumprimentar ou seja numa frase específica que dizes a alguém em particular.

    Os rituais que mantemos connosco são, de igual forma, fundamentais. Procura criar rituais na tua vida que promovam o teu bem-estar. Pode ser uma caminhada diária, uns minutos de journaling, exercício físico, ir almoçar fora uma vez por semana ou tomar café com uma amiga. Tudo isto são rituais que podes integrar na tua rotina e que te vão ajudar a sentires-te mais motivado e com mais energia. Escolhe aqueles que mais façam sentido para ti.

    Outro ritual são os hobbies, muito importantes, também. Os hobbies devem ser efetivamente hobbies e, como tal, completamente diferentes do nosso trabalho. Os hobbies não devem ter objetivos. Por exemplo, o meu hobbie mais recente é a dança e os meus únicos objetivos quando vou a uma aula de dança são divertir-me e descontrair. O único objetivo que um hobby deve, realmente, ter é promover o nosso bem-estar.

     

     

    Estas são as self-skills que eu considero fundamentais num processo de mudança de vida. Diz-me, qual delas precisas de trabalhar?

     

    Para uma mudança significativa de vida, há algumas self-skills que são essenciais e que devemos treinar para que tudo corra pelo melhor.

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