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    Mudar de Vida: O Medo

    medo de mudar de vida

     

    Na sequência da série sobre Mudar de Vida, chegou a altura de falar sobre o medo e sobre como enfrentar obstáculos, pois este é, muitas vezes, um fator paralisante e que impede muitas pessoas de irem atrás dos seus sonhos.

     

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    Na sequência da série sobre Mudar de Vida, chegou a altura de falar sobre o medo e sobre como enfrentar obstáculos, pois este é, muitas vezes, um fator paralisante e que impede muitas pessoas de irem atrás dos seus sonhos.

     

    O medo é normal

    Em primeiro lugar, é preciso termos consciência de que é muito normal sentir-se medo quando pensamos e nos preparamos para uma mudança de vida, sobretudo quando esta é significativa. Por não sabermos o que vem a seguir nem o que vai acontecer, acreditamos que estamos a assumir um risco e, então, o medo está sempre muito presente. Tudo isto é normal.

    Mas, como também já referi, é importante não ficarmos à espera de que o medo desapareça para entrarmos em ação. O medo vai estar sempre presente e isso deixa de ser um problema quando conseguimos aprender a viver com ele.

    Na verdade, o medo existe para nos proteger, tem que ver com o nosso instinto de sobrevivência e avisa-nos quando algo poderá não correr bem e existe para nos impedir de fazermos coisas que podem colocar em causa a nossa integridade. Por isso devemos até dar as boas-vindas ao medo!

    Quando nos encontramos num processo de mudança de vida, acredito que o medo está, sobretudo, associado à rejeição por parte de um grupo. Com a mudança que perspetivamos fazer, passamos a ser diferentes do grupo onde habitualmente estamos inseridos e, como tal, deixamos de pertencer a esse mesmo grupo ou comunidade. Isto tem uma justificação histórica. Basta pensarmos que nas comunidades pré-históricas essa pertença era fundamental para a sobrevivência dos seus elementos. Nessa altura, ser-se excluído da comunidade podia mesmo representar a não sobrevivência.

    Contudo, atualmente, com a evolução da sociedade, isto já não faz sentido, porque, por um lado, nunca seremos totalmente excluídos da sociedade, e por outro, ao mesmo tempo que deixamos de nos identificar com um determinado grupo, passamos a identificar-nos mais com outro. Portanto, há sempre um grupo que nos pode acolher e do qual nos sentiremos parte integrante.

    Por tudo isto, ainda que o medo exista, não temos de lhe dar ouvidos e podemos fazer acontecer, apesar dele.

     

    Medo da opinião dos outros

    Pensamos muito naquilo que os outros vão pensar das nossas decisões e ter medo disso também é normal neste processo.

    Mas já paraste para pensar qual a real influência que o que os outros pensam de ti terá na tua decisão e na tua vida? Pergunta-te: O que é que aquilo que os outros pensam diz sobre ti?

    Muitas vezes, a opinião que achamos que os outros vão ter só existe na nossa cabeça. Com exceção daqueles que nos são muito próximos, o mais provável é que os outros nem sequer estejam interessados, e muito menos preocupados, com aquilo que vamos fazer com a nossa vida. É algo que só nos diz respeito a nós.

    E, mesmo que pensem alguma coisa sobre isso, qual é o problema? É só a opinião deles e isso não tem (ou não deve ter) qualquer impacto na tua vida. No fundo, a opinião deles, a existir, só terá o peso que tu lhe atribuíres.

     

    Medo de falhar

    Este é um medo muito real. Quando estamos a mudar para uma coisa nova, que não conhecemos, a possibilidade de falharmos é real. Ao sentirmos este medo, devemos relembrarmo-nos da importância de termos um mindset de crescimento que nos assegura que falhar faz parte do processo. Só falhando podemos evoluir, só percebendo o que estamos a fazer mal é que podemos melhorar.

    Portanto, falhar é possível, é verdade, mas não é crítico nem precisa de significar que estás a ir pelo caminho errado. Pode, simplesmente, significar que não estás a usar a estratégia certa ou que ainda tens mais coisas para aprender. Nem sequer quer dizer que não devas continuar a insistir. Não nos podemos esquecer que é das nossas falhas que vamos retirar informação valiosa para podermos adaptar e otimizar a estratégia que estamos a usar.

    A falha faz parte do processo. Isto é inegável e quem evita a todo o custo a falha, permanece na sua zona de conforto. É irrealista pensarmos que faremos sempre tudo bem à primeira tentativa, mas permitirmo-nos falhar e aprender com isso é o que nos permite evoluir.

     

    Medo do sucesso

    Todos estes medos nos remetem para um outro conceito: a resistência. Este conceito está presente no livro The War of Art, do Steven Pressfield. A resistência pode traduzir-se em procrastinação, evitando que faças o que tens a fazer para não falhares.

    A resistência pode também surgir pelo medo do sucesso e daquilo que ele possa implicar. Pode parecer estranho, afinal, sucesso é aquilo que, à partida, todos gostaríamos de alcançar. Mas o sucesso implica responsabilidade e, mesmo que inconscientemente, nem sempre nos consideramos preparados para assumir tudo o que ele envolve.

    Devemos, por isso, estar atentos à resistência e à procrastinação e tentarmos ir percebendo o que nos está a impedir de fazermos aquilo que queremos.

    Muitas vezes, a procrastinação está relacionada com crenças que trazemos connosco como “Não sou boa o suficiente” ou “Já existe tanta gente a fazer isto que quero fazer, para quê esforçar-me?”. Quando percebemos que isto está a acontecer, que estamos a dizer isto a nós próprios, devemos parar e pensar nas razões que estão na base desta procrastinação. Só assim conseguiremos desbloquear estas crenças e avançar.

     

    Medo de não atingir a perfeição (ou perfecionismo)

    Temos tanto medo de falhar que queremos que tudo fique perfeito. Mais uma vez, surge a resistência, aqui associada ao perfecionismo. Temos medo de falhar, medo da crítica dos outros, medo de não sermos bons o suficiente e, então, procuramos o perfeccionismo. Mas a verdade é que o perfeito não existe. É inalcançável.

    Por isso, é importante mantermos uma mentalidade de risco e, mesmo sentindo que não está perfeito, fazermos acontecer e darmo-nos a conhecer. Confesso que isto também acontece comigo, em algumas das coisas que faço. Mas obrigo-me a seguir em frente, apesar disso, pois sei que para melhorar preciso de fazer muitas vezes. Por isso, continuo a fazer, pois acredito que só assim posso evoluir e fazer cada vez melhor.

     

    Fear Setting

    Proponho-vos agora um exercício, o Fear Setting, que o Tim Ferriss sugeriu numa das suas TED Talks, para quando estamos frente-a-frente com este medo.

    1- Pensa em algo que queres muito fazer, mas que, por algum motivo, tens medo.
    2- Pergunta-te:
    – O que é o pior que pode acontecer?
    – O que posso fazer para prevenir que este cenário se verifique?
    – Se, mesmo prevenindo, o pior acontecer, o que posso fazer para corrigir a situação?

    Ao fazermos este exercício, percebemos que o pior que pode acontecer não é assim tão mau e que, além disso, ainda conseguimos tomar medidas para corrigir esse cenário. Isto ajuda-nos a relativizar o medo. Experimenta e depois conta-me como te ajudou.

     

    E tu, tens medo de mudar de vida? Se mudares, o que é o pior que pode acontecer?

     

    Dentro da série sobre Mudar de Vida, tinha de falar sobre o medo. O medo faz parte de qualquer processo de mudança mas podemos aprender a lidar com ele.

    Dentro da série sobre Mudar de Vida, tinha de falar sobre o medo. O medo faz parte de qualquer processo de mudança mas podemos aprender a lidar com ele.

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