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    Ano Novo: Objetivos, Resoluções e Intenções

    ano novo

     

    Em finais de ano, o tema a tratar não poderia ser outro, até porque há, normalmente, uma grande confusão entre objetivos e resoluções, o que são e como são colocados em prática nesta altura de mudança de ano.

     

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    Objetivos e resoluções: o que são e qual diferença entre os dois?

    Um objetivo é algo muito específico e finito, sobretudo se for bem definido, seguindo todos os parâmetros SMART (Específico, Mensurável, Atingível, Realista e Temporal) e com um princípio e um fim. Quando bem definido, conseguimos reconhecer o momento em que um objetivo é atingido e, por isso, no fundo, um objetivo não é mais do que um alvo a atingir.

    Já uma resolução é uma decisão de mudança, tomamos uma resolução quando decidirmos mudar algo na nossa vida. Uma resolução deve ter um caráter permanente e não ser apenas temporária até conseguirmos alcançar determinado objetivo.

     

    Na altura da passagen de ano há dois problemas críticos na definição de objetivos e resoluções:

    1. A tendência para definirmos um número exagerado de resoluções. Às vezes, definem-se 10 ou mesmo 12 resoluções, mas tantas mudanças, implementadas ao mesmo tempo, têm grandes probabilidades de não terem sucesso.

     

    Num episódio do podcast Lifestyle by Design, já abordei o tema dos hábitos e um dos pontos que referi foi, exatamente, a importância de implementarmos hábitos de forma gradual. Ou seja, a melhor forma de implementarmos um novo hábito é começarmos por dar passos pequenos, evitando grandes mudanças repentinas na nossa vida, porque isso vai trazer dificuldades acrescidas. Assim, na passagem de ano, quando definimos 10 ou 12 resoluções, estamos a contribuir para o insucesso e, na maior parte dos casos, acabamos o mês de janeiro sem nos lembrarmos das nossas resoluções e sem nada do que queríamos implementado.

     

    1. A falta de um plano de ação, ou seja, não definirmos quais os passos que temos de dar para que o nosso objetivo ou a nossa resolução se concretizem. Não tendoum plano de ação definido, e decidindo os passos a dar apenas numa base diária, dificulta todo o processo.

     

    Assim, para evitar estes dois problemas, a alternativa que sugiro é que a definição de objetivos e resoluções seja feita trimestralmente, em vez de uma vez por ano. A verdade é que é mesmo mais fácil se formos por partes, por isso, estabelecermos 2 ou 3 objetivos e 2 ou 3 resoluções por trimestre, no máximo, é o ideal. Até podemos, eventualmente, ter uma lista para o ano todo, mas antes de passarmos à implementação, devemos avaliar prioridades e, em função disso, dividir essa lista pelos trimestres do ano. Assim, a implementação será gradual, o que facilitará todo o processo de execução.

    Para os objetivos, é fundamental definirmos um plano de ação concreto. Partindo de um objetivo específico corretamente definido saberemos exatamente quando o cumprirmos. Por isso, o primeiro passo é pensarmos num objetivo e definirmos um plano de ação para ele. Com este plano de ação, saberemos exatamente quais os passos a dar, o que fazer e quando para atingirmos aquele mesmo objetivo.

    Para as resoluções, a minha recomendação é que a implementação seja, como já referi, gradual, com baby steps. Se têm como resolução ir 5 vezes por semana ao ginásio em 2019, não tentem logo na primeira semana de janeiro ir 5 vezes. Comecem com pequenos passos. No primeiro mês, podemos ir apenas uma vez por semana, durante 10 minutos, por exemplo. Isto até pode parecer insuficiente, mas quando falamos de resoluções o importante é não desmotivarmos, por isso, definirmos pequenas ações que, de tão simples e fáceis, até se tornaria ridículo não as realizar. Ao longo do trimestre, vamos aumentando o grau de dificuldade com a periodicidade pretendida, mês a mês, por exemplo.

     

    O segredo está em simplificar. Não queiram implementar tudo logo nos primeiros dias do ano. Avaliem o que é prioritário, deixem o resto para os outros trimestres, e foquem a vossa atenção num número reduzido de objetivos ou de resoluções durante o primeiro trimestre. Durante o resto do ano, podemos ir acrescentando outras coisas. Isto permite-nos não só mantermo-nos motivados, como também sermos mais eficientes no cumprimento daquilo a que nos propomos.

    Para além disto, ao implementarmos o hábito de, trimestralmente, definirmos novos objetivos, não é necessário esperarmos pela passagem de ano para definirmos objetivos e resoluções e podemos, constantemente, ir otimizando os nossos objetivos e as nossas resoluções. No fundo, podemos, ao longo de todo o ano, ir otimizando as nossas vidas. Acreditem, isto é extremamente importante.

    Sugiro-vos, agora, que pensem numa intenção para 2019. Têm 10 dias até ao final do ano. No fundo, a ideia é definir uma palavra para guiar o vosso novo ano. Qual será a vossa palavra, a vossa intenção, para 2019? Em janeiro, partilharei convosco qual é a minha.

     

    Se também costumas falhar (quase) todas as tuas resoluções de ano novo, apresento-te hoje a solução! E é bem mais simples do que possas imaginar.

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